Dr. Gustavo de Oliveira Mota - Urologista

Titular da Sociedade Brasileira de Urologia

CRM-SC: 18.530 - RQE: 10.267

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A incontinência uirnária é uma doença que acomete até metade das mulheres acima dos 50 anos de idade. As perdas urinárias podem ter causas diversas, e abaixo conheceremos as principais.

Envelhecimento, gestações, doenças neurológicas, acidentes com traumatismo aqui-medular, diabetes e hiperplasia prostática benigna (HPB) são alguns dos fatores de risco conhecidos para a Incontinência urinária, em mulheres e homens.

Fig 1. Incontinência urinária - fonte: SBU

Fig 2. IUE - fonte: SBU

1. INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE ESFORÇO (IUE)

 

A IUE é uma doença comum no sexo feminino. Trata-se da perda urinária que ocorre quando a paciente faz um esforço como tossir, correr, pular ou até mesmo rir. Este tipo de perda miccional é bastante comum em mulheres após o parto e também naquelas pacientes que trabalham com atividades que requerem esforço físico ou transporte manual de pesos.

 

O avanço da idade também pode levar à fraqueza da musculatura pélvica, e esta por sua vez pode predispor os pacientes à incontinência urinária.

O tratamento da IUE é habitualmente realizado com o reforço da musculatura pélvica (fisioterapia, exercícios) e em muitos casos com cirurgia (por exemplo, SLINGS)

2. INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE URGÊNCIA (IUU)

A IUU é caracterizada por perdas miccionais que ocorrem literalmente por  urgência, ou seja, o paciente apresenta desejo miccional súbito (sem previsibilidade) e em muitos casos apresenta perda urinária antes mesmo de chegar ao banheiro. Esta ocorrência habitualmente não se relaciona  aos esforços. Os relatos mais comuns dos pacientes aos médicos são o aumento da frequência urinária (ir muitas vezes ao banheiro) ou a incapacidade de chegar a tempo ao banheiro para urinar, perdendo urina "no meio do caminho" até o sanitário. Esta urgência para urinar pode ter causas diversas, como: stress, diabetes, doenças neurológicas, AVC's, traumatismos raquimedulares, entre outras. O envelhecimento também pode por si só desencadear quadros de "bexiga hiperativa", estes podendo então cursar com incontinência por urgência.

O tratamento da IUU é habitualmente realizado com melhora da propriocepção pélvica (fisioterapia), medidas higiene dietéticas (evitar alguns alimentos) e a utilização de medicamentos orais, aplicação de toxina botulínica intravesical e em alguns casos com o uso da neuromodulação sacral. 

Fig 3. Ilustração da incontinência por urgência (fonte:web)

3. INCONTINÊNCIA URINÁRIA MISTA

 

Classifica-se como Incontinência Urinária Mista aqueles quadros clínicos nos quais os pacientes têm componentes variados como causas da incontinência, percebendo-se a associação da IUE (esforço) e da IUU (urgência).

4. INCONTINÊNCIA URINÁRIA "POR TRANSBORDAMENTO"

(ou retenção urinária e transbordamento)

Na maioria das vezes encontrada no sexo masculino, esta perda miccional está associada a fatores que determinam obstrução severa do fluxo urinário na saída da bexiga. Pacientes do sexo masculino eventualmente cursam com este tipo de "incontinência" quando o aumento prostático passa a impedir o esvaziamento adequado da bexiga. Quando o volume de urina dentro da bexiga encontra-se muito elevado, as pressões intravesicais vencem as pressões da válvula uretral, permitindo o escape inadvertido de urina. 

Vale ressaltar que, além do desconforto promovido pela incontinência urinária, a manutenção crônica de pressões elevadas dentro da bexiga pode desencadear problemas ainda mais graves, como exemplo principal  o comprometimento da função renal.

Fig 4. Próstata normal x HPB (fonte: Mayoclinic)